19 Novembro 2008

Talho em Kathmandu

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16 Novembro 2008

nepal [um cheirinho]

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13 Novembro 2008

...e voltei!

Dois dias, uma noite, três países e infindáveis controlos de passaporte depois, cá estou de volta à terra da bica e do pastel de nata. E que silencio...
Depois de 15 dias de buzinas constantes até me parece estranho este silêncio, este trânsito regular e ordenado de que nos queixamos sem razão, tal como da falta de civismo dos condutores que não param na passadeira, dos buracos nos passeios e dos carros estacionados a impedir a passagem... Que estranho me parece agora....Porque o Nepal é tudo isso levado ao extremo: o caos com bandeirinhas coloridas, o ar carregado de escapes e caril, cravinho da índia e panos vermelhos, olhares mornos e sorrisos cheios.... e montanhas! Brancas, gigantes e silenciosas a enquadrarem toda a paisagem, observando serenamente o movimento cá em baixo, enquanto nós, cá de baixo, as observamos a elas, ali tão quietas... à espera!

Ainda antes de me fazer à montanha, andei por Kathmandu e pelo rio Trishuli para 2 dias de rafting. Colete, capacete e remo lá fui eu e mais 7 macacos rio abaixo a remar como loucos sempre que o “capitão” gritava FORWARDDDDDD. Muitos saltos e alguns pirolitos depois, lá chegamos ao acampamento que partilhamos com dois americanos. A noite foi passada à luz de uma fogueira que teimava em não se aguentar acesa, com joguinhos parvos e muita cerveja que fez aumentar exponencialmente a parvoíce dos jogos. Se os americanos não sabiam nada sobre Portugal, acho que ficaram com uma bela imagem... We apologize Amy and John!

Depois do rafting fomos para Pokara e daí começou o trekking de 5 dias pelas montanhas. Ao longo dos dias a paisagem e o clima foram-se alterando de uma forma espantosa, começando docemente por entre arrozais e campos de cultivo passando no segundo dia a uma penosa pedreira com3 kilómetros de escada sempre a subir e a temperatura a descer! Foi o dia mais difícil e quando cheguei ao fim as pernas e a cabeça doíam-me! O banho quente, as massagens nas pernas e o chá de limão que aquece as mãos vieram trazer algum conforto e adormeci logo que cheguei à cama, com a gigante branca a observar-me pela janela encostada à cabeceira.

Ao terceiro dia a coisa não começou nada bem e não consegui fazer a subida para ver o nascer do sol em Poon Hill (3210m). Não sei se foi da altitude, da comida ou da reacção ao tratamento da malária mas acordei enjoada e comecei a vomitar logo aos primeiros metros de subida. Tive de voltar para trás e esperar que os outros voltassem depois do sol nascer com fotos fantásticas enquanto em continuava a cuspir o fígado.... Foi o dia de maior altitude, árido e agreste, com muito nevoeiro e humidade que condensava na pedra formando pequenos riachos que corriam montanha abaixo. O ar frio da montanha acabou por me fazer bem, lá me fui recompondo ao longo da manhã e ao fim do dia já estava bem disposta outra vez. As montanhas continuavam à nossa volta, brancas, gigantes e silenciosas, só que desta vez não estavam à espera de nada. Estavam ali, eu estava ali e podia senti-las não como observada mas como observadora. A partir daí foi sempre a descer entre bosques e riachos com temperaturas agradáveis e cenários de contos de fadas e casinhas de chocolate, cenas bucólicas de vilas perdidas pelos campos de arroz, crianças de colo ranhosas e vacas pastando com as montanhas brancas gigantes e silenciosas por trás, a observar…sempre a observar.

De volta a Pokara seguimos para sul, para a fronteira com a Índia, para o parque de Chituan, para um suposto safari na selva. Tirando os elefantes que já tinha visto e andado na Tailândia, a selva nepalesa não teve grandes surpresas. Do rinoceronte só vi um rabo a fugir pelo meio da vegetação e de tigres (que supostamente há 3 naquele parque) só vi uma pegada que suspeito ter sido feita com um molde. Até o meu frigorifico tem mais biodiversidade que aquele parque mas enfim, sempre deu para relaxar um bocado e por os sonos em dia já que as luzes apagavam às 9,30 da noite!

De volta ao caos de Kathmandu, mais umas voltinhas, recuerdos e compras de última hora e preparar para a etapa Índia. Chegamos a Deli por volta da hora de almoço e atacamos logo a cidade para tentar ver o máximo em menos de 24 horas. O ar arranhava na garganta e a neblina pardacenta denunciava os altos níveis de poluição. Vimos Nova Deli, os principais marcos da cidade, o mercado, o trânsito infernal, a poluição e a corrupção da polícia que por 100 rupias lá deixou passar uma suposta infracção cometida pelo condutor da camioneta carregada de turistas artilhados até aos dentes de máquinas fotográficas e VIDEO. A Índia não me impressionou muito e não tenciono voltar tão cedo!

E assim se passaram 15 dias, na companhia de 5 ilustres desconhecidos que fui conhecendo ao longo dos dias e que noutras circunstâncias não conheceria, não porque não nos pudéssemos cruzar, mas porque dificilmente teriamos este tempo e esta disponibilidade nas nossas rotinas corridas e complicadas.

Os desconhecidos

Vítor - O organizador mais desorganizado da história das expedições fotográficas. Já o conhecia de outras expedições e era o elemento aglutinador do grupo e o rei das bacoradas e de frases memoráveis como o “bode respiratório”; “ e apanhar NoBoeiro”!

Luís – Fisicamente o elemento mais preparado do grupo. Atlético e competitivo sobretudo consigo próprio!

Gonçalo - Um bom vivant, com uma postura descontraída e serena excepto na presença de aranhas!

Ana – Fresca, ágil e disponível para os outros, para a aventura e para ir sempre mais alem

Rosa – Uma senhora cheia de fibra que apesar das dificuldades lá chegou ao fim inteira e sorridente arrastando sempre o seu malão de 50 kilos com rodinhas, montanha acima, montanha abaixo. PARABENS ROSA!

27 Outubro 2008

Fui...

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01 Outubro 2008

Viagem ao Nepal

Iniciada a contagem decrescente para a partida aqui fica o itenerário da viagem. Roam-se de inveja eheheh!!!

Programa

Primeiro dia:
Voo Kathmandu

Segundo dia:
Após a chegada a Kathmandu, seguimos para o hotel em Thamel, o bairro mais característico de Kathmandu. A capital do Nepal situa-se no centro de um luxuriante vale sub tropical, cujas paisagens são consideradas como umas das mais belas do mundo. Uma cidade alegre e colorida, com incríveis monumentos e recantos. Para hoje não temos nenhuma actividade programada, poderá aproveitar para espairecer pelas ruas.
O dia acaba com um jantar de boas vindas com toda a nossa equipa! Alojamento em hotel

Terceiro dia:
Visita guiada ao vale de Kathmandu. A visita inclui: Buddhanath Stupra, o maior no Nepal da comunidade Tibetana, onde emergem os olhos de Buda. Iremos ainda ver o Templo Pashupatinath, Patan Durbar Squiry e Shoyambhunath Stupa, construído há quase 2000 anos.
Alojamento em hotel.

Quarto dia:
Após o pequeno-almoço somos transportados até ao ponto de partida do nosso rafting. Os próximos dois dias são passados nas águas revoltas do Rio Trishuli. Trata-se de um rio fácil, acessível a quem nunca fez rafting. Mas que não deixara de lhe dar boas descargas de adrenalina. A noite será passada num acampamento (a meio da descida) na margem do rio.

Quinto dia:
A seguir ao pequeno-almoço recomeçamos a nossa descida até Mugling. Daqui seguimos para Pokhara. Tem o resto do dia livre para deambular pela cidade, aproveite para relaxar junto ao lago ou até mesmo para dar um passeio de barco.
Alojamento em hotel.

Sexto dia:
O dia inicia-se com uma viagem de 1 hora até Naya Pul, o ponto inicial do nosso trekking.
Hoje o dia é calmo, com vistas magníficas sobre os cumes nevados das montanhas vizinhas. Passaremos por pontes suspensas, florestas de bambus e quedas de água.
Alojamento em tea house.

Sétimo dia:
O trekking continua pelas típicas pontes suspensas, seguindo a rota usada pelos pastores de yaks, passando por inúmeros locais de pasto. Hoje teremos a oportunidade de ver os gigantes dos Himalaias: Dhaulagiri (8167m), Nilgiri (6490m), Annapurna (8091m), entre outros.
Alojamento em tea house.

Oitavo dia:
Acordaremos cedo e subimos durante uma hora até Poon Hill (3210 m) para ver o nascer do sol, temos a oportunidade de ver as montanhas do alto Himalaias acordar. Após esta experiência inesquecível, voltamos ao lodge para tomar o pequeno almoço. Hoje o dia reserva-nos florestas, aldeias de várias etnias e pontes suspensas. Tatopani é uma vila central e muito acolhedora, lembrando um pouco o bairro de Thamel em Kathmandu. Tatopani significa água quente em nepalês, na vila encontramos várias piscinas de águas termais, onde podemos tomar um relaxante banho.
Alojamento em tea house.

Nono dia:
O dia termina na bela vila de etnia Gurung, chamada Ghandruk. Um dia mais curto para que possamos descansar e visitar Ghandruk.
Alojamento em tea house

Décimo dia:
O último dia reserva-nos uma descida até Naya Pul. Hoje teremos também a oportunidade de observar alguns locais de culto ao longo do caminho. Uma vez chegados a Naya Pul seremos transportados de carro até Pokhara, onde teremos a tarde livre.
Alojamento em hotel.

Décimo-primeiro dia:
O Parque Nacional de Chitwan alberga diversas espécies, desde tigre a crocodilos. Ainda de manhã somos transportados até ao Parque Nacional de Chitwan, onde está à nossa espera o “lodge manager” para nos receber. Após o almoço faremos um passeio de elefante e uma visita à aldeia de Tharu onde assistiremos à “Stick Dance”.
Alojamento em lodge.

Décimo segundo dia:
O dia começa bem cedo com o pequeno-almoço a ser servido às 7h30, passamos o dia a explorar o parque, a pé, de canoa e de elefante.

Décimo terceiro dia:
Uma vez mais o dia começa cedo, pela manhã temos uma saída de campo para a observação de aves.
Após nos despedirmos de todos no lodge de Chitwan, ainda antes do almoço, voltamos a Kathmandu. Onde temos o resto do dia livre para cada um se possa despedir desta cidade mágica.
Alojamento em hotel.

Décimo quarto dia:
Pela manhã somos transportados para o aeroporto.
Fim do programa e voo de regresso.

Décimo quinto dia:
Chegada a Portugal.

27 Agosto 2007

Chuva de verão

Numa terra que existe com o único propósito de levar a banhos uns quantos turistas, quando se abate uma tempestade, abate-se igualmente o tédio.

Não há um cinema a menos de 30 km, um blockbuster e nem sequer o equipamento audiovisual necessário para uma tarde de chuva. Só uma televisãozita manhosa emprestada pelo aldeamento, com uma antena interior e alguns canais espanhóis.

Nestes dias assim costuma haver duas soluções: Faro e Aiamonte. A cada uma delas corresponde uma peregrinação com saída de vários pontos do Algarve, ora para comprar caramelos, ora para ir ao Forum Algarve ao cinema. Sendo que Aiamonte estava alagada com o dilúvio de proporções bíblicas que se abateu durante a noite e como a fila para o Forum Algarve começava na saída da Via do Infante, tinha duas alternativas: Serra ou Marrocos.

O que eu não sabia é que indo para a serra chegaria a Marrocos ;)))

No caminho de Tavira para o Cachopo existe, a certa altura, no meio de nenhures, um desvio para Marrocos. Sem posto fronteiriço, guardas com cães, passaportes e carimbos: é uma passagem directa para o norte de África.

Neste pedaço do Algarve esquecido pelos turistas, a terra varia entre os castanhos e os amarelos e os cheiros do campo depois de uma chuvada, invadem-nos mesmo com as janelas do carro fechadas. Esporadicamente lá aparecem aglomerados de duas ou três casas com os respectivos moradores sentados à porta em cadeiras de ferro e tiras de nylon, com um cão gordo e velho aos pés e uns tantos cachorritos a cirandar por perto. De resto, os únicos vestígios de presença humana são as inúmeras placas de “Núcleo Museológico”. A acreditar pelas placas na estrada, deve haver por ali mais museus que em Lisboa e Porto juntos. O único destes núcleos a que me dispus ir, o do Cachopo, estava fechado sem qualquer informação de quando voltaria a abrir, e a avaliar pelas instalações devia resumir-se a uma ou duas salas pequenas com porta para uma rua lateral, toda esburacada e enlameada. Aliás, toda a vila era um monte de lama, com muitas placas pomposas (Parque de Lazer, Fonte Férrea, Artesanato, Escolas, etc.) que não davam para sítio nenhum. Chegar ao centro da vila, conforme as placas, só de jeep ou correndo o risco de ficar atascada.

Deixando o Cachopo para trás e muitos núcleos museológicos depois cheguei a Alcoutim. Aqui a história foi outra. Uma vila muito bem arranjada e estimada, com uma praia fluvial, pousada da juventude, uma pequeníssima praça central que podia ser o cenário de uma novela de charme, castelo, barcos para o outro lado do Guadiana (Espanha), gente a passear, um ou outro café e restaurante e MILAGRE… não havia (pelo menos que eu tenha visto) um núcleo museológico!!!!

Regressei à base, vindo sempre ao longo do Guadiana, não podendo deixar de reparar nas bandeiras portuguesas que alguns proprietários dos terrenos junto à margem hasteavam no cimo de árvores e casas.

Para um dia de chuva no verão algarvio, foi um belíssimo passeio pelo interior. Por mim podia chover mais vezes no verão!!!

Outra perspectiva do mesmo passeio AQUI

03 Agosto 2007

Livros e viagens

Nesta época de grande calor (tem dias) os Armazens do Chiado, e as lojas com AC, são sempre uma solução nas horas mais agrestes para quem anda por ali. Por isso tenho passado mais tempo do que é costume na Fnac, na Bertrand e na Haggen Dazs (pronto, confesso)!

Com algum tempo para ocupar, tenho visto com atenção todas as novidades das livrarias e tenho-me espantando com a quantidade e com a qualidade que para aí anda. Uma por excesso e a outra por defeito. Agora não há cão nem gato que não publique um romancezeco, um livro de viagens ou de receitas. Modelos, actores, jornalista, stippers, produtores de TV e até mulheres de dirigentes de clubes, tudo se atira à caneta (ou ao computador) e toca de escrever uma obra-prima da literatura!

A propósito da febre da escrita, em particular sobre os livros de viagens, Eça de Queiroz dizia nas “Cartas de Inglaterra”: Antigamente contava-se a viagem quando casualmente se tinha viajado: o homem que visitava países longínquos, se achava em aventuras pitorescas, à volta, repousando ao canto do seu lume, tomava a pena e ia revivendo esses dias numa agradável rememoração de impressões e paisagens. Hoje não. Hoje empreende-se a viagem unicamente para se escrever o livro. Abre-se o mapa, escolhe-se um ponto do Universo bem selvagem, bem exótico, e parte-se para lá com a resma de papel e um dicionário. E toda a questão está (como a concorrência é grande) em saber qual é o recanto da terra sobre que ainda se não publicou um livro! Ou, quando o país é já toleravelmente conhecido, se não terá ainda, alguma aldeola, algum afastado riacho sobre que se possam produzir trezentas páginas de prosa…

 Parece que foi escrito ontem: ela é a Margarida na Austrália, ele é o Cadilhe à volta do mundo, a Parrachita não sei onde, o Miguel em todo o lado! Que canseira… Não sei quanto a vocês, mas para mim estas viagens, por melhores e mais autênticas que possam ter sido para quem as fez, perdem o brilho e o interesse!

02 Março 2007

Freud

Daqui a bocado tenho de apanhar o comboio para a Imbicta e há, não uma mas DUAS mega-manifestações a bloquear o trânsito todo da cidade: uma em São Bento (à porta de casa portanto) e outra no Saldanha!!!

É por estas e por outras que Freud ia para a estação de comboio com 24 horas de antecedência. Eu achava que era tara dele mas agora começo a perceber...

Bem, tenho de ir andando, não com 24 horas de antecedência mas 2,30h! 

12 Janeiro 2007

Shanghai

Eu sei que estou em falta com o relato de Shanghai, mas tenho tido preguiça de escrever. Tenho andado muito ranhosa e a falta de oxigénio deixa-me atordoada e sonolenta... mas parece que a coisa está a melhorar e já consigo articular mais que dois vocábulos.

Shanghai é grande, muito grande, com muitos chineses (18 milhões residentes e 4 milhões de população flutuante), muitos carros e muitas bicicletas, trânsito caótico num registo de"salve-se quem puder", poluíção, vias rápidas, viadutos, arranha-ceus, jardins maravilhosos e bairros de arquitectura tradicional chinesa, mercados ao ar livre e centros comerciais, templos e monges com PDA's...

Shanghai é isto: um somatório do antigo e do moderno, numa mistura improvável e no entanto pacífica. Gostei especialmente dos jardins, que apesar de estarem despidos por ser inverno e estar um frio de rachar, são muito bonitos e cheios de pormenores...tambem gostei de lá andar vestida de imperatriz apesar da coroa pesadissima que mal podia mexer a cabeça.

E da china fiquei com um cheirinho e a certeza que as lojas dos chineses são fieis ao original e os restaurantes nem por isso, que o comunismo está a ser substituido pelo capitalismo e que todos estão satisfeitos com a troca, que afinal eu até sou uma mulher alta, mais alta que a maioria, mas que se precisar de sapatos tou feita...

08 Janeiro 2007

Hong Kong

Mary volta ao ferry, para mais uma horinha de viagem, corrida no porto de entrada, passaporte, carimbo de entrada, milhares de chinocas aos guinchos e a tentar passar à frente e pronto... cá estou de novo em HK. Ou será que estou em NY? A dúvida...

Instalei-me e parti à aventura Nathan Road abaixo até ao Victoria Harbour. Aqui também abundam os neons, mas desta vez a anunciar lojas e lojas de tudo e mais alguma coisa: Videos, DVS's, maquinhas fotográficas, telemóveis, roupa, massagens... É preciso alguma agilidade para nos desviarmos do assédio dos vendedores e muita força de vontade para fazer ouvidos de mercador ao que dizem!

Por fim não resisti! Pronto: mulheres e compras já se sabe que é uma combinação fatal! Nem consegui chegar ao fim da Nathan Road no primeiro dia e ir tomar chá ao Peninsula como tinha imaginado. Tambem já não eram horas de chá mas sim de jantar e suponho que jantar no peninsula acabasse com o (pouco) que tinha sobrado de uma tarde nas compras!

Acabei num centro comercial, num restaurante coreano, cuja mesa tinha no centro um bico de fogão no qual a pessoa cozinha os seus próprios alimentos conforme preferir: Grelhados, cozidos, etc. Bem bom por acaso!

Surpresa das surpersas: nesse centro comercial havia uma sapataria portuguesa!!!

O dia seguinte foi dia de andar a conhecer a cidade. Fui até à ilha de HK própriamente dita, subi ao Victoria Peak de onde se tem uma panorâmica incrivel da cidade, andei de barco pelo porto antigo e fui às praias do sul da ilha. Pois, ando eu o ano todo a fugir do sol e da praia e dou comigo em pleno Dezembro na praia e com calor. Como era o dia dos meus anos, fiz questão de jantar em grande e por isso fui ao Aqua. Enfim, o que dizer? Que está no 29º andar sobre o porto Victoria, com HK aos meus pés, com os arranha ceus todos iluminados e reflectidos na água, um ambiente ultra-fashion, um serviço impecável, uma cozinha fantástica... Fazem falta coisas destas por cá. Mas tambem no dia que Lisboa tiver edificios com 50 andares é porque muita coisa mudou e nao sei se necessariamente para melhor!

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