20 Novembro 2008

Querido Pai Natal

Este ano quero esta no sapatinho!07776090000_MED.jpg

 

 

 

 

 

 

 

19 Novembro 2008

Talho em Kathmandu

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16 Novembro 2008

nepal [um cheirinho]

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13 Novembro 2008

...e voltei!

Dois dias, uma noite, três países e infindáveis controlos de passaporte depois, cá estou de volta à terra da bica e do pastel de nata. E que silencio...
Depois de 15 dias de buzinas constantes até me parece estranho este silêncio, este trânsito regular e ordenado de que nos queixamos sem razão, tal como da falta de civismo dos condutores que não param na passadeira, dos buracos nos passeios e dos carros estacionados a impedir a passagem... Que estranho me parece agora....Porque o Nepal é tudo isso levado ao extremo: o caos com bandeirinhas coloridas, o ar carregado de escapes e caril, cravinho da índia e panos vermelhos, olhares mornos e sorrisos cheios.... e montanhas! Brancas, gigantes e silenciosas a enquadrarem toda a paisagem, observando serenamente o movimento cá em baixo, enquanto nós, cá de baixo, as observamos a elas, ali tão quietas... à espera!

Ainda antes de me fazer à montanha, andei por Kathmandu e pelo rio Trishuli para 2 dias de rafting. Colete, capacete e remo lá fui eu e mais 7 macacos rio abaixo a remar como loucos sempre que o “capitão” gritava FORWARDDDDDD. Muitos saltos e alguns pirolitos depois, lá chegamos ao acampamento que partilhamos com dois americanos. A noite foi passada à luz de uma fogueira que teimava em não se aguentar acesa, com joguinhos parvos e muita cerveja que fez aumentar exponencialmente a parvoíce dos jogos. Se os americanos não sabiam nada sobre Portugal, acho que ficaram com uma bela imagem... We apologize Amy and John!

Depois do rafting fomos para Pokara e daí começou o trekking de 5 dias pelas montanhas. Ao longo dos dias a paisagem e o clima foram-se alterando de uma forma espantosa, começando docemente por entre arrozais e campos de cultivo passando no segundo dia a uma penosa pedreira com3 kilómetros de escada sempre a subir e a temperatura a descer! Foi o dia mais difícil e quando cheguei ao fim as pernas e a cabeça doíam-me! O banho quente, as massagens nas pernas e o chá de limão que aquece as mãos vieram trazer algum conforto e adormeci logo que cheguei à cama, com a gigante branca a observar-me pela janela encostada à cabeceira.

Ao terceiro dia a coisa não começou nada bem e não consegui fazer a subida para ver o nascer do sol em Poon Hill (3210m). Não sei se foi da altitude, da comida ou da reacção ao tratamento da malária mas acordei enjoada e comecei a vomitar logo aos primeiros metros de subida. Tive de voltar para trás e esperar que os outros voltassem depois do sol nascer com fotos fantásticas enquanto em continuava a cuspir o fígado.... Foi o dia de maior altitude, árido e agreste, com muito nevoeiro e humidade que condensava na pedra formando pequenos riachos que corriam montanha abaixo. O ar frio da montanha acabou por me fazer bem, lá me fui recompondo ao longo da manhã e ao fim do dia já estava bem disposta outra vez. As montanhas continuavam à nossa volta, brancas, gigantes e silenciosas, só que desta vez não estavam à espera de nada. Estavam ali, eu estava ali e podia senti-las não como observada mas como observadora. A partir daí foi sempre a descer entre bosques e riachos com temperaturas agradáveis e cenários de contos de fadas e casinhas de chocolate, cenas bucólicas de vilas perdidas pelos campos de arroz, crianças de colo ranhosas e vacas pastando com as montanhas brancas gigantes e silenciosas por trás, a observar…sempre a observar.

De volta a Pokara seguimos para sul, para a fronteira com a Índia, para o parque de Chituan, para um suposto safari na selva. Tirando os elefantes que já tinha visto e andado na Tailândia, a selva nepalesa não teve grandes surpresas. Do rinoceronte só vi um rabo a fugir pelo meio da vegetação e de tigres (que supostamente há 3 naquele parque) só vi uma pegada que suspeito ter sido feita com um molde. Até o meu frigorifico tem mais biodiversidade que aquele parque mas enfim, sempre deu para relaxar um bocado e por os sonos em dia já que as luzes apagavam às 9,30 da noite!

De volta ao caos de Kathmandu, mais umas voltinhas, recuerdos e compras de última hora e preparar para a etapa Índia. Chegamos a Deli por volta da hora de almoço e atacamos logo a cidade para tentar ver o máximo em menos de 24 horas. O ar arranhava na garganta e a neblina pardacenta denunciava os altos níveis de poluição. Vimos Nova Deli, os principais marcos da cidade, o mercado, o trânsito infernal, a poluição e a corrupção da polícia que por 100 rupias lá deixou passar uma suposta infracção cometida pelo condutor da camioneta carregada de turistas artilhados até aos dentes de máquinas fotográficas e VIDEO. A Índia não me impressionou muito e não tenciono voltar tão cedo!

E assim se passaram 15 dias, na companhia de 5 ilustres desconhecidos que fui conhecendo ao longo dos dias e que noutras circunstâncias não conheceria, não porque não nos pudéssemos cruzar, mas porque dificilmente teriamos este tempo e esta disponibilidade nas nossas rotinas corridas e complicadas.

Os desconhecidos

Vítor - O organizador mais desorganizado da história das expedições fotográficas. Já o conhecia de outras expedições e era o elemento aglutinador do grupo e o rei das bacoradas e de frases memoráveis como o “bode respiratório”; “ e apanhar NoBoeiro”!

Luís – Fisicamente o elemento mais preparado do grupo. Atlético e competitivo sobretudo consigo próprio!

Gonçalo - Um bom vivant, com uma postura descontraída e serena excepto na presença de aranhas!

Ana – Fresca, ágil e disponível para os outros, para a aventura e para ir sempre mais alem

Rosa – Uma senhora cheia de fibra que apesar das dificuldades lá chegou ao fim inteira e sorridente arrastando sempre o seu malão de 50 kilos com rodinhas, montanha acima, montanha abaixo. PARABENS ROSA!

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